25 julho, 2012

Do dia 1

14 de Julho


Passei os útimos dias de trabalho em contagem decrescente, ansiosa pelas merecidas férias. Apenas uma semana estarei ausente. No entanto, é sempre bom poder sair para arejar as ideias.
Decidi só abalar no domingo para ter tempo suficiente para fazer as coisas com calma. Estar com as pessoas de quem gosto, organizar tudo, deixar a casa limpa. Gosto quando volto de férias e está tudo limpo e arrumado.
Chegado o dia da partida, a vontade em me ausentar desapareceu. Só me apetecia abortar todos os planos e ficar uma semana em casa. Sozinha, com as minhas coisas e as minhas causas. Sem sair da minha zona de conforto. Mas apesar disso, fiz um esforço em cumprir o que havia combinado. Tudo a muito custo, é certo. Mas aos poucos, e como não tinha prazos a cumprir, lá fui conseguido fazer tudo a que me tinha proposto.
Saí de casa e entrei no carro. Triste como nunca ninguém se sente quando vai de férias. Um  sentimento que não sei explicar. Uma apatia que me ocupava e que tantas vezes me faz recusar convites em ir aqui e ali.
A viagem até ao litoral alentejano fez-se com traquilidade. A primeira parte, a ouvir o M. Uma homenagem à Erikah Badu. Concerto que vou perder, por ter rumado a sul... Aquela placa que anuncia a chegada ao Alentejo e que invariavelmente me faz soltar um sorriso. A segunda parte, ao telefone. Bem acompanhada até chegar ao meu destino. Passei por Porto Côvo no lusco fusco, naquela altura do dia que eu, como miope que sou, não vejo nada. Abri a janela para inspirar o cheiro da maresia, mas nada aconteceu. Aquele ar fresco que me revitaliza e que logo à chegada me costuma dar uma injecção de energia, não estava lá para me receber. Foi estranho...
Uma cor vermelha e quente ilustrava a linha do horizonte e revelava que o sol tinha acabado de se pôr.
Jantei e fui me deitar com uma sensação de vazio. Foi assim o meu primeiro dia de férias.

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