12 junho, 2012

Santo António


Santo que mora lá no cimo da minha estante, onde jazem tantos livros que ainda não li. Na sua companhia está um manjerico, tão cheiroso e de que tanto gosto. Ao chegar a casa, passo-lhe a mão delicada e sinto-lhe o perfume tão característico. Entristeço-me ao saber que em breve começará a secar, a definhar… É sempre assim que acontece. É sempre este o destino dos manjericos que passam pela minha vida. Por mais que os cuide, acabam sempre por morrer. Nem o Santo António ajuda, mesmo com algumas rezas de mãos postas e o coração retalhado.
Dai-me então um copo de sangria e uma sardinha numa caminha de pão. Que o conforto da barriga aqueça o coração e que juntos dancem hoje à noite embalados pelo som dos bailaricos. 



Sem comentários:

Enviar um comentário