21 maio, 2012

Under the same sun


Ontem cheguei a casa e adormeci sem dar por isso. Estava demasiado cansada e nem me tinha apercebido. Quebrei e dormi. Com apenas uma interrupção rápida perto da meia noite para tirar as lentes de contacto, devo ter dormido umas dez horas. Muito raro nos dias que correm. Mas este sono não me regenerou. Acordei ainda mais cansada. Parece que levei uma tareia e respiro fundo repetidamente no sentido de expulsar este peso que trago no peito.
Penso nas coisas que ficaram por fazer. Penso naquele tempo que quero para mim e que ainda não chegou. Tarda e falha.
Mas acredito que os dias vão melhorar e sei que os meus pirilampos vão continuar a iluminar o meu caminho.
Sei também que este Verão, e com o tanto que já está pleaneado, vai passar num ápice. Mas espero ter tempo para me demorar na minha costa alentejana. Entrar naquele mar revolto e tão azul e depois deitar-me na suavidade da toalha, com o corpo coberto de água salgada, deitar a cabeça na almofada de areia, fechar os olhos, respirar fundo e ouvir os teus passos a caminharem na minha direcção.
Abro os olhos e não consigo vislumbrar a tua face. O sol ofusca-me. Mas não preciso de te ver. Sei-te aqui, em mim. Estou feliz, por tua causa, e isso é o mais importante.
Estarás lá... debaixo do mesmo sol?


    

Sem comentários:

Enviar um comentário