15 maio, 2012

Uma fita de cor


Escrevo duas ou três linhas. Leio. Apago. Começo de novo. Escrevo meia dúzia de linhas. Leio. Volto a apagar tudo. O pensamento não flui. Distraio-me demasiadas vezes não conseguindo dar continuidade a nenhuma ideia. Nada surge com a mínimo de solidez. Tudo parece disforme e supérfluo.
Respiro fundo. Olho em volta e nada se move.
Desisto. Vou ver as novidades e o que foi publicado. E caramba!... Lá está ele de novo com aqueles textos de meter raiva de tão bons. São pequenos tesouros que apetece deter entre as mãos. Dá vontade de os compilar a todos num livrinho e atar tudo com uma fita de cor. 
Ai, ai... Ainda bem que sei ler. Ainda bem que já sofri um bocado e que o meu coração está demasiado remendado, porque é isso que me permite entender as suas palavras. Querer escrevê-las em pequenos papéis para as tornar físicas, palpáveis. Desvirtualizar o testemunho de um desejo, de um sentimento. Ler, reler e sorrir.
Fico feliz por saber que ainda existem pessoas genuínas que se querem partilhar e que ainda acreditam no amor. E que o procuram de uma forma tão doce...



3 comentários:

  1. :)

    O dia em que deixar de escrever assim, em que deixar de sentir o que sinto, em que deixar de viver o amor, é o dia em que deixei de viver.

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    1. Queria responder ao teu comentário, mas as frases seguiam-se umas às outras dentro da minha cabeça.
      Por isso, saquei do meu caderninho de capa preta e comecei a escrever.
      Li as tuas palavras e as lágrimas surgiram de repente. Pensei: "Não me faças chorar, Phyxsius. Estou a trabalhar". Então, reprimi o que sentia. Habituei-me a fazer isso... vezes demais.
      Não sei se foi tanto pelo que disseste, mas talvez por me encontrar mais sensível. Por isso te digo, não deixes de escrever assim, não deixes de sentir assim, não deixes de viver o amor assim, pois não quero que deixes de viver. Quero poder continuar a ler os teus textos.
      Não te conheço de parte nenhuma, mas para mim está bem assim. Não é o mais importante, nem preciso de mais. Leio livros, ouço música, admiro muita gente pelo que partilham, pelos testemunhos que vão deixando, pelos pedacinhos de vida que vão mostrando, ou apenas pelas histórias que vão inventando. Realidades paralelas em que se pode ser o que se quiser com quem se quiser.
      É uma espécie de magia. Assim consigo aceder ao que esses seres tão especiais têm de melhor. E contigo também é assim...

      Obrigada por te dares a conhecer desta forma.

      Um beijinho,
      JB

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    2. Já estou a ver que a nossa relação não está a começar da melhor forma, se te faço chorar. ;) Agora mais a sério, obrigado por teres feito aquele comentário. E pelos posts elogiosos. E, por isso, te digo que, se alguma vez precisares de conversar, estás à vontade. Já sabes onde me podes encontrar. :)

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