15 maio, 2012

Nem melhor, nem pior.


São poucos os dias em que não me perguntam quando crio um perfil no Facebook. Respondo que não me identifico com redes sociais, com os seus contornos ou dinâmica. Depois, quando percebem que tenho um blogue, acham estranho. Pois para mim faz todo o sentido. Acho que os blogues permitem que criemos a nossa própria realidade. Expomos igualmente textos, imagens, músicas, mas temos a possibilidade de criar histórias. Podemos escrever sobre o que nos passa pela cabeça sem nos termos que preocupar com o amigo do amigo que vai ver e que vai pensar não sei o quê e que, com isso, vai depreender que eu sou um certo tipo de pessoa e se, nesse caso, vale ou não a pena fazer um pedido de amizade.
Pedido de amizade é por si só um conceito demasiado estranho. Mas interpretem como quiserem. Eu sei que sou uma pequeníssima minoria. Tão pequena que, por vezes, me dizem que, se não tenho FB, então não existo. Ao que acrescento que, nesse caso, vou deixar de pagar os meus impostos. Pode ser que os senhores das finanças nem notem J.
Devo salientar que não critico os que fazem parte das redes sociais, não tenho nada contra. Apenas, por não me identificar, escolho não ir por aí.
Na blogosfera, as coisas funcionam de forma diferente. Não me parece que as pessoas se preocupem com quem somos, o que fazemos ou quantos likes deixamos... Aqui parece-me tudo um pouco mais discreto e, por conseguinte, mais livre. Acho que é mais fácil manter uma certa privacidade, apesar de em certos momentos se partilharem coisas muito mais íntimas.
É bom termos a possibilidade de criar textos (e no seguimento da conversa que tive hoje como o Phyxsius) que misturam a realidade com a ficção. Por outro lado, aqui também se fazem amigos. Posso não conhecer a maior parte das pessoas que sigo, mas pouco me importa. Acho que não é disso que se trata. Não estou aqui para fazer “pedidos de amizade”, mas sinto que aqui o sentido de amizade é um pouco mais valorizado. E por vezes um comentário sentido vale mais que uma palmadinha nas costas.
Acima de tudo, sinto que as pessoas se tratam com respeito e que as opiniões são tomadas em conta. Não estamos aqui para cuscar a vida uns dos outros, mas para partilhar, na verdadeira acepção da palavra. Sinto que é mais saudável. E peço desculpa se realmente estou a ofender alguém, mas como já disse é apenas a minha opinião, nem melhor nem pior.



3 comentários:

  1. Depende de quem encontrares mas posso garantir-te que, por aqui, também há muito de facebook e de cenas da vida real.

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    1. Pois, provavelmente. Mas ainda não me deparei com essa realidade. E ainda bem.
      Até lá, vou aproveitando, na tua companhia e na das outras duas ou três pessoas que têm paciência para me dar atenção :). Obrigada

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    2. Não tens que agradecer. :) E todos nós precisamos/gostamos de atenção.

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