19 abril, 2012

Sem espinhas

Quantos mais blogues sigo, quantos mais posts leio, mais me convenço que existem muitas pessoas neste país que escrevem realmente muito bem.  Não tem a ver com o uso de palavras caras ou de construções frásicas cheias de floreados. Mas sim com a forma como conseguem fazer reflectir a sua sensibilidade na escrita. Na maneira subtil como me tocam com aquilo que partilham, tão seu, mas com que ao mesmo tempo me sinto tão identificada e que faz surgir uma lágrima no olhar que docemente acompanha as linhas virtuais.
Só tenho a agradecer. Aqui vai um imenso obrigado, sem espinhas.
Ao mesmo tempo, cada vez me apercebo mais que tenho uma escrita banal, tão igual a tantas outras. Com um ou outro rasgo de inspiração, é certo, mas que não se destaca por aí além.
Fico um pouco triste, pensativa. Não por me querer melhor que os outros, mas por ter pensado erradamente que escrever seria a minha melhor qualidade. Desengano-me... de uma forma saudável, pelo bem que tantos escrevem.
Tenho escrito alguns textos, mas não os tenho publicado, talvez por serem demasiado específicos ou demasiado próximos. Talvez um dia, quando já não forem providos de tamanho significado ou quando a dor já não for tão fresca.
Foi ao comentar este facto com uma amiga que recebi a seguinte resposta: “Pois, compreendo... Talvez sejam demasiado evidentes... mas é uma pena para o leitor J. (...) Sabes aquele livro que não consegues parar de ler até chegar ao fim? J Parece o teu blog. E confesso que me deixa frustrada quando passam dias e tu só publicaste músicas ou um eventual evento...”.
E agora?... Outro imenso obrigado, sem espinhas. J


Obrigada à Pat e a todos aqueles que me lêem.

1 comentário:

  1. Há pequenos gestos que enchem o coração... :)
    Obrigada para ti, sem espinhas!
    Mas digo-te que estás enganada!
    A tua escrita está longe de ser banal, igual a tantas outras!
    Não te desvalorizes!
    Como referes, não é preciso "palavras caras ou construções frásicas cheias de floreados"... porque o importante é aquilo que se passa, a quem lê os textos. Aquilo que nos provoca, quando as lemos...
    E a ti, um imenso obrigada, sem espinhas, pela forma como escreves e pelo que me fazes pensar quando escreves... E pelo post... :)

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