31 outubro, 2011

Trick or Treat?...



Happy Halloween!



24 outubro, 2011

Happy Birthday, Little Badger!

Muitas vezes estive aqui para ti. Outras tantas estiveste cá para mim. É por isso que, apesar de seres tão diferente de mim emocionalmente, eu recorro a ti quando o meu coração se sente magoado. Repreendes-me e eu sei que tens razão, porque nem sempre sei tomar conta de mim. Nem sempre me sei proteger  e atiro-me de cabeça. E tu conheces-me e abraças-me. Tratas-me com ternura e aquilo que sentes não se esconde. Não nessas alturas. Não comigo, porque sabes que te conheço também.
De vez em quando discutimos, dizemos o que temos a dizer na cara um do outro e fica tudo bem, porque sempre foi assim e é assim que deve ser. É assim que funcionamos.
Gosto muito de ti, por tudo aquilo que és. Obrigada por estares aqui, pois "só depende de nós".

32 aninhos! Venham mais... Muitos Parabéns, Texuguinho!

18 outubro, 2011

The Fall

O Outono começa a aparecer em vestígios de folhas caídas, lentamente e em espiral, arrastadas pelo vento que já se faz sentir. Sopra devagar por entre os últimos raios de sol. Mas o frio custa a chegar, só esperando que o calendário se adiante para se poder mostrar com maior expressão. 
Os dias começam a ficar menores e a luz escasseia. O sol já não sorri da mesma forma. Os sorrisos já não surgem com a mesma vontade.



Enquanto não calhar a todos:


16 outubro, 2011

11 outubro, 2011



Faz amanhã dois anos que nos deixaste. Ainda não consegui habituar-me à tua ausência. Não há dia nenhum em que não me lembre de ti ou em que não te veja no rosto de alguém. Ainda relembro o pormenor das tuas mãos, a doçura do teu sorriso e o brilho do teu olhar. Ainda ouço a tua voz de menina. Ainda te pressinto, porque sei que olhas por todos nós.
Ainda me custa a respirar pelo nó que se forma na garganta cada vez que penso no que aconteceu... cada vez que tento entender o porquê... sempre sem repostas.
Acho que ainda não consigo aceitar, pois a dor é demasiado grande para encaixar na forma da tua morte.
Espero poder reencontrar-te um dia... até lá relembro-te nos teus lugares preferidos.







04 outubro, 2011

Under water thoughts

Nadei na escuridão do teu pensamento...
Senti a tua dor e as tuas frustrações. Talvez por sermos demasiado parecidos. Talvez por termos dores semelhantes ou apenas por andarmos à procura da mesma coisa.
Sentes-te preso aos compromissos que te consomem e te inibem de seres tu prórpio. Sentes-te sufocado nos teus dias ausentes de liberdade. Preso a quem já nada te dá. Cresce a revolta e o desespero. Tens medo. Medo de tudo à tua volta, medo de ti. Medo do que possas fazer se um dia perderes o controlo.
Sentes-te perdido e sem forças. Afastas-te por uma noite. Deambulas sozinho pelas ruas da cidade. Cigarros, alcóol e um livro de poesia são a tua companhia. Libertas-te durante algumas horas e sorris. Mas de nada vale... está lá tudo na mesma. Da mesma forma, com o mesmo sabor amargo.
Na manhã seguinte, volta a rotina dos dias: as discussões, as obsessões, a possessão. O controlo exagerado que só te faz querer desaparecer dali. Fugir para outro lugar longe de tudo, longe de ti.
Mas ao invés, ficas e envolves-te cada vez mais num mundo de frustrações e infelicidade. Não consegues sair daí, estás demasiado enredado.
Tenho medo que seja tarde demais e que com o tempo te venhas a tornar uma pessoa amarga. Que deixes de acreditar no amor. Que percas os teus amanhãs e que te refugies onde outrora nadei...


02 outubro, 2011

Outubro Passado



Está a chover. Esteve assim o dia todo. Da janela apenas vejo as copas dos pinheiros mansos e a planície alentejana que se estende e se entende até tocar no horizonte.
O céu está carregado de nuvens espessas quase negras que vomitam uma luz branca que nos cega de tão forte.
A chuva cai oblíqua e hidrata os pastos secos pelo Verão. Da esquerda para a direita, como se de uma forma grave quisesse acentuar o meu estado de espírito.
As nuvens rasgam o céu tornando-o cada vez mais negro, querendo forçosamente afirmar a chegada do Outono. Quase que custa a acreditar que os dias de sol nos deixaram… Ainda ontem o sol raiava em força e o teu sorriso era gratuito. Sentiam-se ainda os corpos quentes e sedentos de uma aproximação, de um toque demorado.
Ainda ontem contemplei o último pôr-do-sol. O mais bonito. Digno dos céus em que habita e a fazer-se notar em todo o seu esplendor, ainda que em jeito de despedida.
A chuva bate agora na vidraça com maior força, parece querer chamar a minha atenção. Olho então pela janela e confirmo a aproximação do Outono e do tempo frio. A aproximação de olhares vazios promovendo a ferrugem dos sorrisos.
Parou a chuva. Parou o vento. Eis a suspensão meteorológica. Parou o tempo neste quarto frio e húmido.
Alguém deu umas pinceladas azuis no céu e o sol espreita envergonhado fazendo reflectir as gotículas de água que dançam na sama dos pinheiros.
As casas brancas e alguns cavalos dispersos pastam alheios a tudo desprovidos de qualquer preocupação.