20 setembro, 2011

Keep your head on

Os dias vão passando e tudo permanece igual. Continuamos à espera que algo aconteça, algo que mude significativamente as nossas vidas, mas tudo se mantém no mesmo lugar.
Parece que estamos constantemente à procura de uma coisa qualquer, à procura de algo que parece que faz falta, mas nada parece surgir, nem mesmo num horizonte longínquo.
Às vezes, parece que a vida se desenrola à parte de nós, que somos apenas fantoches fadados a cumprir a rotina do dia-a-dia. Vemos algumas coisas a acontecer a algumas pessoas. Continuamos a lutar, a procurar essa mudança para nós, mas o destino continua a bloquear-nos a passagem e a não nos deixar aceder a outras realidades, a realizar outras possibilidades.
Parece que ficamos esquecidos num canto qualquer, ou apenas depositados numa prateleira para o caso de ser necessário. Como umas correntes de neve num país tropical.
Mesmo assim e em vez de nos deixarmos de importar, continuamos nesta busca incessante. Nesta sede de alcançar algo desconhecido. Talvez faça parte da natureza humana, talvez seja isso que faz de nós pessoas melhores. Ou talvez não. Talvez sejam apenas desculpas ou uma espécie de artimanha em jeito de auto-defesa que o nosso cérebro impõe para nos manter a mente sempre ocupada com qualquer coisa. E aquilo fica ali… sempre a picar o miolo. Como uma coisa que não aquece nem arrefece e que, certamente, nunca se resolve. Algo que incomoda como um aguilhão, mas sem a qual não podemos viver.
Talvez devêssemos parar de procurar o que quer que seja onde quer que esteja. Talvez devêssemos somente encontrarmo-nos a nós mesmos. Encarar o que somos e, mesmo que não gostemos daquilo que vemos ou que não esteja ao nosso alcance alterar o que quer que seja, o importante é olhar em frente e não ficar na sombra das mágoas de um passado. Acima de tudo, manter sempre um certo sentido de realidade para evitar dispersões. Organizar ideias e traçar objectivos simples e concretos. Tentar perceber o que realmente é importante, perder tempo com isso. Para que, consequentemente, possamos ganhar outras importâncias que não se obtêm com dinheiro algum. Tentar sair deste estado de dormência e viver mais acordados, durante maiores espaços de tempo. Desfrutar do que nos é oferecido sem olhar para trás e sem tentar sequer antever o que nos espera. Tentar sorrir mais vezes… Fortalecer o coração.





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