31 agosto, 2011

Parabéns, eléctrico!



Hoje é o 110º aniversário da primeira linha de eléctricos em Lisboa e, como não podia deixar de ser, o Google dá os parabéns a um dos símbolos da minha cidade. J

30 agosto, 2011




Bazinga!






Mind as well be blind


O lugar onde agora trabalho nem sequer tem janelas. As paredes são cinzentas, o tecto é cinzento e o chão é cinzento. A luz é artificial. O trabalho é monótono, mecânico. Chega a ser estupidificante. As faces espelham o conformismo. O hábito impera e ninguém se apercebe da realidade lá fora. As expressões sem vida, apodrecidas. Os olhares baços e inertes. Vive-se à parte do mundo.
Nunca sei se está sol ou chuva. Se é de noite ou de dia. Talvez o mundo tenha acabado lá fora e eu nem me tenha apercebido.
Resta-me concentrar-me na ideia de que a vida começa às dezoito horas. Até lá fico aqui nesta dormência de pensamentos, nesta ausência de luz. Nesta castração de raciocínio quase sufocante.
Só me apetece dormir. Não seria muito útil, mas certamente mais gratificante. Pelo menos partilharia os meus sonhos, ao invés deste marasmo incolor.

25 agosto, 2011

24 agosto, 2011

Mata na baía da vila


Para todos os que se queriam juntar a mim amanhã.
Vanessa da Mata, Baía de Cascais, 22h


21 agosto, 2011

17 agosto, 2011

If you just could listen

Sinto que não consigo chegar a ti.
Surgem palavras em tom de brincadeira, depois frases que se coordenam, discursos complexos e conversas intermináveis. Há um esforço imenso para chegar a ti, uma tentativa nesse sentido. Sem resposta. Ou apenas palavras soltas, assentimentos. Possíveis confirmações de que o que transmito chegou clara e distintamente. Será?... Assimilação. Reflexão. Monólogo - discurso em via de sentido único. Para que serve isto? Não sei. Para nada é a resposta mais acertada. Não serve para nada. Surgem sentimentos de impotência, de frustração. Foi tudo dito. No entanto, fica aquele sentimento de algo inacabado. Uma sensação de que o círculo não ficou fechado. A poeira assentou, mas não foi possível colocar uma pedra sobre o assunto. Uma estranha sensação de supense. Mais estranha ainda por que sei que nada vai acontecer. Não há espera, mas a permanente sensação de ausência. Parece que falta alguma coisa. Porque efectivamente há alguma coisa que faz falta. Ou neste caso que me faz falta apenas e só a mim. E então, tudo termina. Fechamos o capítulo e segue-se em frente. Conformo-me? Contento-me? Resigno-me? Nem sei. Estou cansada demais para continuar a reagir. Vou esperar e tentar encontrar uma alternativa ao discurso. Talvez me possas ouvir de uma outra forma, num outro registo.

Sinto que não consigo chegar também a ti. 
Faço repetidas tentativas, mas não te consigo alcançar. Respondes e até parece que está tudo bem, mas no fundo sinto que não está. Insisto. Nada acontece. Estranho. Indícios que vão surgindo que realmente se passa qualquer coisa, ou então não se passa nada e esse é o problema. Faço uma tentativa maior ou melhor de proximidade. Mais uma vez, nada. Vou continuar a tentar. Talvez também num outro registo.

Posso concluir então que as falhas de comunicação surgem repetidamente. Em vez de olhar em volta, tenho que passar a olhar para dentro de mim. Fazer uma espécie de introspecção. Tentar encontrar os meus erros. Assumir isso e corrigir-me. Pôr a alma na revisão. Pode ser que consiga chegar a mim. Porque só assim pode ser que me consigas ouvir. Que te consiga alcançar e dar-te finalmente a mão. Para que percebas que estou aqui e que podes contar comigo. Sempre. Porque não quero caminhar sozinha, porque só assim faz sentido.




11 agosto, 2011

Next door neighbor

Após um dia cansativo em que todos os objectivos foram cumpridos, chego a casa e sou surpreendida pelo som que se escapava pela janela de um vizinho. Algo familiar que foi entrando lentamente, foi flutuando...




... e logo esta música que tão bem se aplica aos dias de hoje!


10 agosto, 2011

Back to square one



E agora é voltar ao início. Voltar para o mesmo lugar de onde vim. Esperar não ficar por lá muito tempo. Pelo menos não tanto quanto fiquei da última vez. Continuar à procura de algo melhor.
Rever algumas caras, encarar alguns hábitos. Entrar na rotina. Processar e processar. Voltar a fazer o meu melhor.
É um pouco ingrato, mas dada a conjuntura, não me posso dar ao luxo de ficar na inércia…
Por isso, é estampar um sorriso no rosto, erguer a cabeça e voltar.


06 agosto, 2011

blind spot

Sim… Estou sempre na tua mente, mas nem sempre da mesma forma. E por vezes sou desviada para um canto tão recôndito da tua consciência que nem dás por mim. Fico no ângulo morto do teu pensamento. Estou mesmo ali, mas não me vês, não me ouves, não sentes sequer a minha presença. És desviado por maiores atenções, menores intenções, pelas luzes e pelo brilho. Ficas embriagado pelas inclinações e nem te apercebes que as coisas também a ti te escapam por entre os dedos.
As horas passam e o silêncio toma conta do meu mundo. É um vazio que não me pertence, uma sensação estranha que tento afastar. E que, apesar de tudo, a reconheço por já me ter atropelado tantas vezes. Vezes demais…
Afinal, estás aí, mas não estás. Vejo-te a ti, sinto-te e sei-te de cor.
Vou fugir daqui, deste espaço de ninguém. Deste silêncio que destrói e me consome. Vou erguer-me num repente, de esticão para não custar tanto. Vou agir como quando estava sozinha, pois foi assim que te apaixonaste por mim. Não me quero anular, como no passado. Recuso-me a viver na sombra… mesmo que seja a tua. Vou caminhar e, dizer como dizia antes, quem quiser que me acompanhe.
Não quero viver numa mentira, por mais bela que seja.
E um dia que espreites, porque alguma coisa me trouxe de novo à tua memória, pode ser que tenha desaparecido e não exista mais no teu ângulo morto…

PS. Or maybe I'm just too close for you to see me...

And than he said...



... you are always on my mind


03 agosto, 2011

02 agosto, 2011

... e assim





E foi assim...


Festival de Músicas do Mundo
em Sines
2011