06 julho, 2011

O mundo ao contrário




O meu mundo está ao contrário. Nada parece bastar. Por mais que me esforce, tudo parece falhar. Todos os projectos, todas as conversas… tudo sai infrutífero e até os sonhos começam a cair por terra.
Tudo se desmorona consecutivamente. Olho em volta tentando encontrar algo onde me agarrar. A visão é desfocada, pois a poeira ainda não assentou. Perco a paciência. Perco a tolerância. Os nervos andam à flor da pele e a ansiedade impera.
Nada me apetece, nada desperta a minha atenção, nada me causa admiração. Só quero ir para outro sítio qualquer onde não tenha contacto directo com esta realidade. Viver à parte do mundo para que o mundo também não faça parte de mim. Pois, neste momento, não tem nada de bom para me oferecer e quando não há reciprocidade, quando só há um a remar, acaba por se andar em círculos numa espiral infindável. Não preciso disso. Preciso de linhas rectas por onde possa caminhar. Preciso de outras onde se cruzem oportunidades e pessoas que valham a pena. Estou farta de desilusões e de problemas perante os quais sou impotente. Não quero ficar de mãos atadas. Preciso de uma suspensão de toda a negatividade, um período de descanso para que me possa levantar, sacudir as calças e reconstruir o que se desmoronou…

 “A chance to breathe again, a chance for a fresh start…”

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