22 julho, 2011

20 julho, 2011

Um Coração em Casablanca

Está a ser muito complicado lidar com tudo ao mesmo tempo. São demasiadas coisas más em simultâneo. É difícil lidar com tudo isto e manter sempre a mesma postura, o mesmo sorriso, a mesma disponibilidade, a mesma coerência no discurso. É nestas alturas que esperamos que os amigos nos dêem alguma força, ou somente um desconto. São portanto de evitar frases como: “estás stressada com quê?...”. Daaahhh!... Serão pessoas pouco inteligentes, insensíveis ou é falha minha? Deve ser de mim com certeza, pois ultimamente elas vêm de todo o lado e com tanta rapidez que nem tenho tempo de me desviar. Devo ser eu que estou a enfatizar os meus problemas. Estou a exagerar e tenho que ter calma, não é? Pois, tudo se resolve… Irónico, no mínimo.
Hoje parece que tudo bate mais forte. Palavras descabidas e inconsequentes, apelos mal interpretados e tidos como ataques. Falhas de comunicação constantes. Uma confusão que desencadeia um rol de sentimentos que não quero guardar. Fico triste e sinto-me sozinha. Sinto-me perdida e sem nada onde me agarrar, nada que valha a pena. Puxam-me o tapete e deitam-me ao chão. Desfazem-me os sonhos e destroem a esperança.
Fica a valer o que prevalece. Fica a valer o sentimento gratuito que me foi demonstrado ontem. Vale pela sua genuinidade, pela ternura com que foi dito, pelo momento certo. Valeu mais que um abraço apertado. Teve a força de me conseguir fazer sorrir, de me fazer refugiar em si e de me proteger de todos os ataques, de toda a falta de paciência, de toda a incompreensão que paira agora à minha volta.
Um coração que, mesmo longe, me enviou o seu amor… Sem maldade, sem pedir nada em troca. Genuíno na sua essência. Obrigada, Monsieur Casablanca…


19 julho, 2011

Contagem Decrescente

A contagem decrescente faz-se agora com maior intensidade. Os números recuam e a ansiedade aumenta.
Faltam 3 dias… Para acabar o trabalho. Para ir de férias. Para regressar ao meu Alentejo. 
Adiar os problemas e suspender a realidade. Voltar a contemplar aquele céu estrelado e voltar a inspirar aquele ar, livre desta poluição e da maldade impregnada nesta cidade. Vou reencontrar as minhas praias de areia grossa, o meu mar azul, a minha calma…
Rever alguns amigos, cobrar alguns abraços. Comer peixe grelhado e entregar-me ao Murakami até ao pôr-do-sol.
Ouvir música, muita mesmo. A música do mundo que ecoa entre as paredes do Castelo, misturada entre o cheiro da hortelã….
Quero deixar para trás aquilo que está prestes a pertencer ao passado e que em breve não passará de uma lembrança sem significado. Numa semana, terei tempo para me libertar das amarras que agora ainda me prendem. Mais uma vez, voltarei reconstruída e preparada para enfrentar aquilo que me espera (embora hajam coisas para as quais jamais estarei preparada…).
Lisboa, espero que também tu tenhas tempo para descansar de mim. Estarei ausente o tempo suficiente para que sintas a minha falta, para que percebas o quanto precisas de mim.
Quando voltar será por inteiro, pronta para caminhar ao teu lado e para receber tudo o que tens para me dar. Voltarei revitalizada, um pouco diferente talvez, com a mente mais clarificada, com o coração mais disponível.
Espero que me recebas com um sorriso, pois também eu sentirei a tua falta…




Missing my Fireflys...



Sinto falta dos meus pirilampos… dessas luzinhas que me iluminam.

No Comment..


O que mais há a dizer quando se coloca a Moody's no sítio certo?


18 julho, 2011

A aguardar visita a...


... Convento da Tomina

Fim de Semana na Calma de...


... Santo Aleixo da Restauração




13 julho, 2011

500 quê?...

… foi a reacção possível ao ouvir a proposta da nova empresa. Parece uma anedota.
Realmente, as pessoas não têm noção do trabalho e das capacidades de cada um. Preocupam-se apenas com o “venha a nós o vosso reino”. Lucro e mais lucro, pagando o mínimo possível a quem lhe põe efectivamente o pão na mesa (e outras coisas que tais).
Ora então: prestação da casa, condomínio, água, luz, passe, tv cabo, telemóvel, gasolina, seguro do carro, da casa, de vida, de saúde, cartão de crédito, taxa de conservação de esgotos (quéisso?...), IMI, IUC e outros I’s quês mais em que nem quero pensar. Já para não falar no imposto extraordinário e mais o que se vão lembrar de inventar para reciclar o país… já que alguém mal disposto, num bad mood…y’s, o chegou a considerar lixo.
Pois então… “500 Quê” não é uma hipótese viável. Dada a conjuntura económica do meu bolso, prefiro manter-me naquilo que é seguro e que mal ou bem me vai pagando as contas.
Por isso (e mesmo não estando propriamente no desemprego, mas antes num stand-by laboral até que me arranjem outro projecto), estou oficialmente à procura de trabalho. Chamem-lhe emprego se quiserem, mas eu pessoalmente prefiro trabalhar. Diz que custa menos e até ajuda a passar o tempo. Manias…
Então, vou mexer cordelinhos, falar com alguns contactos e passar a pente fino os sites que existem para o efeito. Vão ser estas as minhas tarefas entre a lida da casa e umas idas à praia. Sim, porque onze anos depois, também sabe bem parar um bocadinho. Mas só duas semaninhas, que é para não começar a estupidificar.
E aí vou eu rumo a sul para descansar um pouco e pôr as ideias em ordem. Curtir o sol, muita música e bons petiscos. Pode ser que com um pouco de energia positiva, surja uma oportunidade.
Até lá, aceitam-se propostas!...



08 julho, 2011

Vento no Litoral





Cor de Chuva

Vais-me deixar e eu sei disso. Tento afastar esses pensamentos, pois são duros demais. Não penso. Não é uma questão de ignorar a realidade, mas sim uma espécie de negação. Embora esteja perfeitamente ciente da verdade dos factos, prefiro não sofrer por antecipação. Prefiro desfrutar todos os momentos que tenho contigo e não pensar nesse mal que te come por dentro.
Não tenho pena de ti. Não tenho porquê. És e sempre serás a mesma pessoa para mim, independentemente da causa daquilo que te vai levar para longe. Vejo-te a emagrecer de dia para dia, a desaparecer fisicamente. Mas a tua alma, que te compõe e tão bem te caracteriza, continua lá com a mesma força. A tua personalidade mantém-se bem vincada.
Admiro a tua coragem e a tua força de vontade. És a mais forte e a mais corajosa de todas as pessoas que conheci. Agradeço-te por teres sido assim toda a vida e por me teres ensinado a enfrentar todas as adversidades com dignidade. Os valores que me transmitiste não têm preço. Espero um dia poder também transmiti-los aos meus filhos.
Olho para ti e vejo a mesma pessoa. Pois, para mim, serás sempre tu, sempre única… insubstituível.
As tuas mãos, o teu toque, as tuas expressões, a tua sensibilidade, a tua atenção, o teu cuidado…
E a cor dos teus olhos… a cor da chuva… Esse cinzento que jamais esquecerei.
Mas recuso a despedir-me de ti. Recuso-me a dizer o quanto gosto de ti, porque nunca o fiz e se o fizer vai soar a despedida. Recuso-me a antecipar o inevitável e escolho viver ao teu lado enaltecendo o facto de existires e de ter o privilégio de conviver contigo presenciando a pessoa que és, sempre tão bonita…





"You still mean the world to me!"

07 julho, 2011

Finalmente, uma boa notícia!...
















Ben Howard @ Arrifana . 31 de Julho . 21 h .
... by sunset... J

06 julho, 2011

O mundo ao contrário




O meu mundo está ao contrário. Nada parece bastar. Por mais que me esforce, tudo parece falhar. Todos os projectos, todas as conversas… tudo sai infrutífero e até os sonhos começam a cair por terra.
Tudo se desmorona consecutivamente. Olho em volta tentando encontrar algo onde me agarrar. A visão é desfocada, pois a poeira ainda não assentou. Perco a paciência. Perco a tolerância. Os nervos andam à flor da pele e a ansiedade impera.
Nada me apetece, nada desperta a minha atenção, nada me causa admiração. Só quero ir para outro sítio qualquer onde não tenha contacto directo com esta realidade. Viver à parte do mundo para que o mundo também não faça parte de mim. Pois, neste momento, não tem nada de bom para me oferecer e quando não há reciprocidade, quando só há um a remar, acaba por se andar em círculos numa espiral infindável. Não preciso disso. Preciso de linhas rectas por onde possa caminhar. Preciso de outras onde se cruzem oportunidades e pessoas que valham a pena. Estou farta de desilusões e de problemas perante os quais sou impotente. Não quero ficar de mãos atadas. Preciso de uma suspensão de toda a negatividade, um período de descanso para que me possa levantar, sacudir as calças e reconstruir o que se desmoronou…

 “A chance to breathe again, a chance for a fresh start…”

These Waters



I saw red and yellow flowers outside
The brightest sunrise than i seen in a long time.

And through it all,
I stood and stumbled, waded through my thoughts and heart
Yeah through it all,
I fooled and fumbled, lost to the poet's frown.
I fought the wolves of patience just to let it lie down.

See these waters they'll pull you up,
Oh if you're bolder than the darkness.
That these songs be an instrument to cut,
Spaces between the happiness and the hardness.

Out the door,
The touch of morning, the burning of the frost
Out the door
Strong hands to hold; good friends that i never lost.

And what we found
Down these coves of limestone and cockle shells,
What we found
Down these roads that wander as lost as the heart,
Is a chance to breathe again, a chance for a fresh start.

See these waters they'll pull you up,
Oh if you're bolder than the darkness.
That these songs be an instrument to cut,
Spaces between the happiness and the hardness.
Oh, spaces between the happiness and the hardness.
       

Once...


... there was a blue butterfly...



 ... and a blue lizard.


04 julho, 2011

Life as a rubik cube

Custa-me pensar. Tento focar-me num determinado ponto e tudo se confunde. Os pensamentos atropelam-se. Tudo me parece duvidoso. E logo agora que tenho que tomar decisões importantes.
Dói-me a cabeça. Só me apetece tomar um comprimido de lucidez. Beber um shot de clarividência. Qualquer coisa que torne as coisas simples.

A minha vida parece um sudoku de grau de dificuldade elevado. Por mais que pense nesta ou naquela hipótese, nenhuma solução encaixa naquele quadrado. Parece um cubo de Rubik… Raciocínios na horizontal, na vertical, fazendo todas as combinações possíveis, mas nada se adequa.
Podia ser como no IRS, em que fazemos a simulação e logo nos parece uma mensagem a dizer que o quadro xpto se encontra incorrectamente preenchido. E, já agora, com a solução e como se deve preencher devidamente.
A vida devia ser assim. Pelo menos uma vez. Devia haver uma aplicação onde pudéssemos simular o que quer que fosse. Sem tomar nenhuma decisão precipitada. Sem magoar ninguém. Sem ter medo de errar. Devia ser fácil. Pelo menos uma vez na vida…