30 junho, 2011

Soaked...


O futuro não é risonho. Não queria uma mudança. Dou-me mal com isso. E, numa altura em que atravesso uma das maiores adversidades da minha vida, não me sentia capaz de uma mudança.
Neste momento, preciso de estabilidade emocional e este “problema” precisa de toda a minha atenção. É algo que não permite que mais nada corra mal. Consome e rouba todos os créditos. Não depende de mim mudar essa realidade. Na verdade, não depende de ninguém.
É como ver alguém cair de um abismo e não poder fazer nada. É a morte certa, mesmo que lhe dê a mão com toda a minha força. É uma dor que não se consegue explicar.
E foi agora, sob toda esta carga emotiva (que a todo custo tento disfarçar), que caiu a bomba. Onze anos depois tenho que tomar uma decisão. Aquela mudança, a que me recusava de há uns meses para cá, caiu de rompante. Como aquela chuva torrencial e gelada que cai e nos cola a roupa ao corpo e que nos ensopa até aos ossos.
Decido então ficar quieta, à espera, para ver o que acontece. É um momento de expectativa em que tudo pode dar uma volta de 180º. Só espero que no fim dessa curva me possa libertar dessa roupa gélida e pesada e possa tomar um reconfortante banho quente…




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