30 maio, 2011

Despite the Rain

A distância imposta pelos dias da tua ausência provocou um arrefecimento das emoções. Congelei os sentimentos para que se pudessem conservar, para que permanecessem imutáveis. Mantive o tempo ocupado sem espaço para sentir demasiado a tua falta. A autodefesa involuntária.
O regresso adiado pela espera que parecia não terminar. A ânsia que cresceu no peito, a tristeza infundada.

Tudo isso se dissipou quando olhaste para mim, o sentimento cresceu e a vontade de me abraçar era mais que evidente.
Aquela premência em me teres de novo subiu pelo teu corpo e o reencontro surgiu como o retrato fiel de tudo o que tinhas imaginado.
O teu olhar de menino e o facto de não conseguires esconder tamanha satisfação, reflectem os sentimentos que ainda não consegues explicar.
Foi quando te revi e te senti de novo nos meus braços, quando nos unimos e nos respirámos, que realmente percebi a importância que tens e a falta que me fazes e, inevitavelmente, regressaram as emoções e os sentimentos adormecidos pelo frio da tua ausência.
E, apesar da chuva, um sorriso estampou-se na tua face. Esse sorriso que te acompanha até agora… e dizes – “só assim faz sentido”.

"Anyone who says sunshine brings happiness has never danced in the rain"

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